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terça-feira, 12 de maio de 2015

O Túnel do Tempo III



O LEGADO DO GRUPO  E BAR AMERICANDO

Pelotas sempre foi uma cidade  aglutinadora. Principalmente na parte artística. Para lá convergiram (e ainda convergem) artistas de todos os recantos do Cone Sul.
Nos idos de 1980/90 o Americando serviu à esse propósito. Nas “noches emparejadoras”, muitos dos futuros artistas de todas as tendências musicais (e isso era uma virtude do Americando, a diversidade de sons e ritmos) no  pequeno palco do bar davam seus recados. Não se limitava apenas ao folclore latino-americano! Por lá cruzaram os mais nativistas como:  Fabiano Bachieri, Luiz Marenco ou  Joca Martins; a música afro de Caco Xavier; o rock do Procurado Vulgo; é logicamente o folclore latino-americano do Acalanto Latino.
O Americando seria mais  um grupo que passaria  para a história da música da Zona Sul do RS. Ele iria influenciar os que viriam depois: Acalanto Latino e Santo  Ofício; o poeta Martim César; os músicos Paulo Timm, Negrinho Martins ou  Nuno Moura. E outros e  tantos valores.
A missão tinha sido cumprida!

domingo, 8 de setembro de 2013

CD Fortins de Jaguarão

Vem aí o CD  Os Fortins de Jaguarão
Alencar Feijó, Hélio Ramirez e Régis Bardinni
 
 
presença dos seguintes músicos

De Jaguarão:
Fabrício "Pardal" Moura
Nuno Moura

De Arroio Grande

Jelson Domingues

De Pelotas:
Gil Soares

terça-feira, 17 de maio de 2011

Barqueiro do Jaguarão - Hélio Ramirez





De Atahualpa Yupanquy, Luis Gonzaga, Malinha e Seu Eloí. Uma questão sociológica dos barqueiros do meu Rio Jaguarão


Como já comentei em meu blog, grande parte da minha vertente musical se devem a duas pessoas. Eles são meus ídolos. Excelentes músicos/poetas populares. Como bom sul americano um ao norte, outro ao sul. O do norte é o nordestiníssimo Luiz Gonzaga, o Lua, com sua verve arcaico poético, cheirando a mandacaru e carne de sol; o outro Don Atahualpa Yupanquy, argentino, seu canto rouco e compassado como um bombo lleguero marcando uma baguala. Seu Cerro Colorado verte em cada frase.

Aprendi, com esses dois mestres, a cantar terra da gente... Falar de homens e mulheres simples....Observar o barulho do vento; o voo dos pássaros; o farfalhar das folhas sobre meus pés. Escutar o silêncio... Sentir minha Pampa como uma grande mãe.

Quando fiz a letra do Barqueiro do meu Jaguarão, tinha como norte as letras de Don Ata. E a música? Para o desgosto dos mais puristas fui buscar num ritmo bem nordestino: o baião do velho Lua. Quando ganhei um festival em Jaguarão com essa música, não existiam os últimos versos, que dão a tônica da música. Colocam o lado mais social. Tempos depois consegui fazer a homenagem à essas pessoas simples – esquecidas. São eles: “Teu suor está plantado/ em cada casa desse chão/ mas se a paga foi pouca/o esquecimento não.”

Sempre quis dedicar a duas pessoas, essa música. Homens do povo. Quando gravei o CD SenFronteiras, por um lapso de minha parte, não fiz a menção.

Hoje estou corrigindo:

O Malinha (ele é o personagem principal de um conto meu, ainda inédito) era um mulato alto e esguio. Sempre com um sorriso largo no rosto. Barqueiro areeiro desde novo. Enquanto pode, manejava a taquara com maestria num barco carregado de areia, com frequência com s com um dedo de bordo, para não naufragar; depois, foi por uns tempos, estivador, os famosos “coquiadores” de sacos. Depois abandonado, não servindo para mais nada, afundou-se no vício da bebida e do cigarro. Morreu sozinho, se não me engano, de tuberculose.

Seu Eloí, também foi barqueiro. Ele mesmo fazia seus barcos, toscos, porém fortes e nada “bandoleiro” como dizem os pescadores e barqueiros do Rio Jaguarão e Lagoa Mirim. Fazia com paciência as velas dos mesmos. Todas de sacos de açúcar... Ele mesmo as costurava Escolhia com paciência de um monge as taquaras. Para o mastro ou para a navegação.


Este excelente vídeo foi feito por Jorge Passos
Espero que gostem.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Os Fortins de Jaguarão




Nossa apresentação na IIª Feira Binacional do Livro- Jaguarão RS - Brasil
Dia 26 de novembro de 2010.
No palco, eu, Hélio Ramirez (violão e voz), Régis Bardinni (violão, flauta e voz) e Alencar Feijó (cajon)
O Vídeo é do nosso amigo Jorge Passos. Feliz curtição!!!!

 FORTINS DE JAGUARÃO

Letra: Hélio Ramirez
Música: Hélio Ramirez & Régis Bardini

AS ALMAS AINDA ESTÃO LÁ

ENTRE AS MANGUEIRAS DE PEDRAS

NOS BOSQUES DE CORONILHAS

NO SILÊNCIO DOS GALPÕES



HISTÓRIAS DE BENTO GONÇALVES,

APARÍCIO, ARTIGAS... CARLOS BARBOSA

SENZALAS DE AMORES FURTIVOS

SOBRE A LUZ DE LAMPIÕES



DE PEOES E CHINAS SEM NOME

SEM PASSADO... SEM MEMÓRIA

TERRA CONQUISTADA A EITO

ESPADA, BACAMARTE E CANHÃO!



ESTÂNCIA VELHA, SÃO JOÃO...

LÁ NA COSTA DA LAGOA...

SANTA ISABEL, MANGUEIRAS

TELHO, CURRAL DE PEDRAS...



FORTINS. FORTINS, FORTINS

DO MEU JAGUARÃO

SÃO ESTÂNCIAS FORTINS

DO MEU JAGUARÃO..



LÁ NA CURVA DA ESTRADA

ENTRE AS COXILHAS DO MEU PAMPA

HÁ UMA HISTÓRIA – MEMÓRIA –

BUSCANDO SER RESGATADA!

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Grupo Americando


"Hay que luchar por los sueños
que no son gracias de Dios
pa que tenga vino y pan
en la mesa de todos"

A letra Americando, de Jorge Passos, já dizia tudo e para o que vinham os 3 gurís de Jaguarão (Plínio, Hélio e Jorge): num momento em que a música gaúcha, dita folclórica, nativista e etc - feita na zona sul do estado-, se espraiava em temas de ranchos, chinas melosas, cavalos e "otras cozitas más" o Grupo Americando enveredou para um trabalho de cunho sócio político. Misturando músicas da America Latina com composições próprias, mulheres, negros, índios, ecologia (que era tida como coisa de comunistas!), as cidades de Jaguarão, Pelotas e Rio Branco (Uruguai) foram cantadas


Capa do "folder" e cartaz do show do Grupo Americando



Eu, Hélio Ramirez, num estudo fotográfico, para a capa do "folder" do Grupo Americando
 
O Grupo Americando ensaiando na minha casa no Laranjal - Pelotas RS. Da Esquerda para direita: Plínio Silveira, Jorge Passos e Hélio Ramirez 

Ensaio  na minha casa no Laranjal - Pelotas RS. Plínio Silveira e Hélio Ramirez

Show na Terra!!! Teatro Esperança numa noite chuvosa e fria, bem típica de nossa Pampa... Lotamos o teatro. Com o  timão( Grêmio Footbol Portoalegrense)  jogando a semi final de nossa primeira Libertadores da América. E nós lá firmes!! Que Coração!!! Da esquerda para direita: Mike Kelle, Jamil Xaud e Augusto Lima (bailarinos) , Hélio Ramirez, o operador de som,  Zé Roberto, também gremista, com um radinho de pilha conectado ao resultado do jogo, Jorge Passos, um sobrinho do Plínio, Plínio e sua esposa - na época- Eliane.

Apresentação na TV Cultura, Porto Alegre, no primeiro plano  a apresentação dos bailarinos Jamil Xaud e Augusto Lima. Ao fundo Jorge Passos.

Apresentação na TV Cultura - Porto Alegre


Hélio Ramirez recebe o carinho de amigos presentes no show do grupo em Jaguarão. A  minha saudosa profª de música Verdina Raffo, o amigo professor de francês e ingles Pino os  bailarinos  Jamil Xaud e  Mike Kelle 

O grande amigo Paulo Aguiar, excelente fotógrafo pelotense, autor da maioria das fotos do Grupo Americando (cartaz, folder, apresentações em Pelotas, Jaguarão e Porto Alegre)

Quem disse que o Thadeu não foi um "Americando"? Aqui ele canta conosco "seu hino": Cerro da Pólvora! 

Plínio Silveira e Hélio Ramirez, no Bar Americando

O SHOW: (parte interna do folder)
1ª Parte:
1- Americando (Letra: Jorge Passos; Música: Plínio Silveira)
    "Americando é um rumo de muitas trilhas, da comunhão das trilhas nasce a comunhão dos homens"
2- Puente Mauá (Letra: Duca Martins Maris; Música: Hélio Ramirez)
3- Cerro da Pólvora (Letra e música: Thadeu Gomes)
4- Contrabandista de frontera (Letra e música: Pancho Vieira)
    "Quem e essa mulher que formou o Continente de São Pedro?
    Quem é essa mulher cantada como utilidade de bailantas, cisterna imunda onde o macho se obriga a saciar a sede? Quem é esse rosto que cobra justiça?"
5- Cristina, a louca das ervas (Letra e música: Hélio Ramirez)
6- Maria, Charqueadas e Fronteiras (Letra e música: Hélio Ramirez)
7- China Martina (Letra e música: Plínio Silveira e Hélio Ramirez
8- Aun'que nadie quiera, quiero (Letra e música: Ruben Leña)

2ª Parte
1- Negrito Americano (Letra e música: Grupo Americando)
   Coreografia
2- El cantar tiene sentido (Folclore Venezuelano)
3- Milonga canto e pensamento (Letra e música: Hélio Ramirez)
4- Por si vuelvo (Letra e música: Jorge do Prado)
5- Filhos da Terra (Letra e música: Plínio Silveira)
6- Tá llorando (Letra e música: José Luiz Guerra)
7- Pais  (Letra e música: Piero-José)
8 - Migrante (Letra e música: Plínio Silveira)
9 - Americando

Hélio Ramirez - Violão, charango e vocal
Plínio Silveira - Violão e vocal
Jorge Passos -  Bombo lleguero - bongo e vocal

Na contracapa do "folder" tinham os seguintes dizeres:

Homenagem
"Hay un río que nos une
Un puente que nos separa"
    Duca Martin Maris

Agradecimentos
Agradecemos a todos aqueles que de uma forma ou de outra cooperaram para a realização deste espetáculo.

Ficha Técnica
Produção/Divulgação: Lóri Nelson
Iluminação: Paulo Aguiar
Cenografia/ Figurino: Augusto Lima
Som: Zé Roberto
Fotografia: Paulo Aguiar
Roteiro Musical/textos: Sérgio Christino
Coreografia: Criação Coletiva
Bailarinos: Mike Kelle
                Jamil Xaud
                Augusto Lima

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

No Túnel do Tempo 2ª Parte


Antes de rumarmos para Pelotas, cheios de sonhos, dúvidas e histórias, resolvemos fazer teatro. Como nunca fui bom ator me sobrou fazer as músicas da mesma... Se foi apresentada a peça? Não nunca!!! Nem me lembro do nome da mesma, só sei que falava de opressão... Coisa do tempo...




Ensaio: Ladimor Nunes, Bia, Sérgio Christino, Margô

Já em Pelotas lançando sementes da música latinoamericana. Da esquerda para direita: Hélio Ramirez, Thadeu Gomes, Dulce, Sérgio Christino e Mírian Fernandes

Thadeu Gomes, Dulce, Sérgio e Mírian

Sérgio Christino declamando Borges, tendo ao fundo Thadeu Gomes, Dulce e Mírian 

Hélio Ramirez (com charango), Thadeu Gomes, Dulce e Sérgio

Thadeu Gomes, Dulce, Sérgio e Mírian Fernandes