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domingo, 24 de julho de 2011
terça-feira, 17 de maio de 2011
Barqueiro do Jaguarão - Hélio Ramirez
De Atahualpa Yupanquy, Luis Gonzaga, Malinha e Seu Eloí. Uma questão sociológica dos barqueiros do meu Rio Jaguarão
Como já comentei em meu blog, grande parte da minha vertente musical se devem a duas pessoas. Eles são meus ídolos. Excelentes músicos/poetas populares. Como bom sul americano um ao norte, outro ao sul. O do norte é o nordestiníssimo Luiz Gonzaga, o Lua, com sua verve arcaico poético, cheirando a mandacaru e carne de sol; o outro Don Atahualpa Yupanquy, argentino, seu canto rouco e compassado como um bombo lleguero marcando uma baguala. Seu Cerro Colorado verte em cada frase.
Aprendi, com esses dois mestres, a cantar terra da gente... Falar de homens e mulheres simples....Observar o barulho do vento; o voo dos pássaros; o farfalhar das folhas sobre meus pés. Escutar o silêncio... Sentir minha Pampa como uma grande mãe.
Quando fiz a letra do Barqueiro do meu Jaguarão, tinha como norte as letras de Don Ata. E a música? Para o desgosto dos mais puristas fui buscar num ritmo bem nordestino: o baião do velho Lua. Quando ganhei um festival em Jaguarão com essa música, não existiam os últimos versos, que dão a tônica da música. Colocam o lado mais social. Tempos depois consegui fazer a homenagem à essas pessoas simples – esquecidas. São eles: “Teu suor está plantado/ em cada casa desse chão/ mas se a paga foi pouca/o esquecimento não.”
Sempre quis dedicar a duas pessoas, essa música. Homens do povo. Quando gravei o CD SenFronteiras, por um lapso de minha parte, não fiz a menção.
Hoje estou corrigindo:
O Malinha (ele é o personagem principal de um conto meu, ainda inédito) era um mulato alto e esguio. Sempre com um sorriso largo no rosto. Barqueiro areeiro desde novo. Enquanto pode, manejava a taquara com maestria num barco carregado de areia, com frequência com s com um dedo de bordo, para não naufragar; depois, foi por uns tempos, estivador, os famosos “coquiadores” de sacos. Depois abandonado, não servindo para mais nada, afundou-se no vício da bebida e do cigarro. Morreu sozinho, se não me engano, de tuberculose.
Seu Eloí, também foi barqueiro. Ele mesmo fazia seus barcos, toscos, porém fortes e nada “bandoleiro” como dizem os pescadores e barqueiros do Rio Jaguarão e Lagoa Mirim. Fazia com paciência as velas dos mesmos. Todas de sacos de açúcar... Ele mesmo as costurava Escolhia com paciência de um monge as taquaras. Para o mastro ou para a navegação.
Este excelente vídeo foi feito por Jorge Passos
Espero que gostem.
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Os Fortins de Jaguarão
Dia 26 de novembro de 2010.
No palco, eu, Hélio Ramirez (violão e voz), Régis Bardinni (violão, flauta e voz) e Alencar Feijó (cajon)
O Vídeo é do nosso amigo Jorge Passos. Feliz curtição!!!!
NOS BOSQUES DE CORONILHAS
NO SILÊNCIO DOS GALPÕES
HISTÓRIAS DE BENTO GONÇALVES,
APARÍCIO, ARTIGAS... CARLOS BARBOSA
SENZALAS DE AMORES FURTIVOS
SOBRE A LUZ DE LAMPIÕES
DE PEOES E CHINAS SEM NOME
SEM PASSADO... SEM MEMÓRIA
TERRA CONQUISTADA A EITO
ESPADA, BACAMARTE E CANHÃO!
ESTÂNCIA VELHA, SÃO JOÃO...
LÁ NA COSTA DA LAGOA...
SANTA ISABEL, MANGUEIRAS
TELHO, CURRAL DE PEDRAS...
FORTINS. FORTINS, FORTINS
DO MEU JAGUARÃO
SÃO ESTÂNCIAS FORTINS
DO MEU JAGUARÃO..
LÁ NA CURVA DA ESTRADA
ENTRE AS COXILHAS DO MEU PAMPA
HÁ UMA HISTÓRIA – MEMÓRIA –
BUSCANDO SER RESGATADA!
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Grupo Americando
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| Capa do "folder" e cartaz do show do Grupo Americando |
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| Eu, Hélio Ramirez, num estudo fotográfico, para a capa do "folder" do Grupo Americando |
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| O Grupo Americando ensaiando na minha casa no Laranjal - Pelotas RS. Da Esquerda para direita: Plínio Silveira, Jorge Passos e Hélio Ramirez |
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| Ensaio na minha casa no Laranjal - Pelotas RS. Plínio Silveira e Hélio Ramirez |
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| Apresentação na TV Cultura, Porto Alegre, no primeiro plano a apresentação dos bailarinos Jamil Xaud e Augusto Lima. Ao fundo Jorge Passos. |
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| Apresentação na TV Cultura - Porto Alegre |
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| O grande amigo Paulo Aguiar, excelente fotógrafo pelotense, autor da maioria das fotos do Grupo Americando (cartaz, folder, apresentações em Pelotas, Jaguarão e Porto Alegre) |
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| Quem disse que o Thadeu não foi um "Americando"? Aqui ele canta conosco "seu hino": Cerro da Pólvora! |
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| Plínio Silveira e Hélio Ramirez, no Bar Americando |
O SHOW: (parte interna do folder)
1ª Parte:
1- Americando (Letra: Jorge Passos; Música: Plínio Silveira)
"Americando é um rumo de muitas trilhas, da comunhão das trilhas nasce a comunhão dos homens"
2- Puente Mauá (Letra: Duca Martins Maris; Música: Hélio Ramirez)
3- Cerro da Pólvora (Letra e música: Thadeu Gomes)
4- Contrabandista de frontera (Letra e música: Pancho Vieira)
"Quem e essa mulher que formou o Continente de São Pedro?
Quem é essa mulher cantada como utilidade de bailantas, cisterna imunda onde o macho se obriga a saciar a sede? Quem é esse rosto que cobra justiça?"
5- Cristina, a louca das ervas (Letra e música: Hélio Ramirez)
6- Maria, Charqueadas e Fronteiras (Letra e música: Hélio Ramirez)
7- China Martina (Letra e música: Plínio Silveira e Hélio Ramirez
8- Aun'que nadie quiera, quiero (Letra e música: Ruben Leña)
2ª Parte
1- Negrito Americano (Letra e música: Grupo Americando)
Coreografia
2- El cantar tiene sentido (Folclore Venezuelano)
3- Milonga canto e pensamento (Letra e música: Hélio Ramirez)
4- Por si vuelvo (Letra e música: Jorge do Prado)
5- Filhos da Terra (Letra e música: Plínio Silveira)
6- Tá llorando (Letra e música: José Luiz Guerra)
7- Pais (Letra e música: Piero-José)
8 - Migrante (Letra e música: Plínio Silveira)
9 - Americando
Hélio Ramirez - Violão, charango e vocal
Plínio Silveira - Violão e vocal
Jorge Passos - Bombo lleguero - bongo e vocal
Na contracapa do "folder" tinham os seguintes dizeres:
Homenagem
"Hay un río que nos une
Un puente que nos separa"
Duca Martin Maris
Agradecimentos
Agradecemos a todos aqueles que de uma forma ou de outra cooperaram para a realização deste espetáculo.
Ficha Técnica
Produção/Divulgação: Lóri Nelson
Iluminação: Paulo Aguiar
Cenografia/ Figurino: Augusto Lima
Som: Zé Roberto
Fotografia: Paulo Aguiar
Roteiro Musical/textos: Sérgio Christino
Coreografia: Criação Coletiva
Bailarinos: Mike Kelle
Jamil Xaud
Augusto Lima
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
No Túnel do Tempo 2ª Parte
Antes de rumarmos para Pelotas, cheios de sonhos, dúvidas e histórias, resolvemos fazer teatro. Como nunca fui bom ator me sobrou fazer as músicas da mesma... Se foi apresentada a peça? Não nunca!!! Nem me lembro do nome da mesma, só sei que falava de opressão... Coisa do tempo...
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| Ensaio: Ladimor Nunes, Bia, Sérgio Christino, Margô |
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| Já em Pelotas lançando sementes da música latinoamericana. Da esquerda para direita: Hélio Ramirez, Thadeu Gomes, Dulce, Sérgio Christino e Mírian Fernandes |
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| Thadeu Gomes, Dulce, Sérgio e Mírian |
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| Sérgio Christino declamando Borges, tendo ao fundo Thadeu Gomes, Dulce e Mírian |
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| Hélio Ramirez (com charango), Thadeu Gomes, Dulce e Sérgio |
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| Thadeu Gomes, Dulce, Sérgio e Mírian Fernandes |
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Homenagem Póstuma em portunhol

sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Luz Andaluz
Tenho o acompanhamento dos seguintes músicos:
No violão: Cláudio Vieira
Sax: Sebastian Molina
Vamos a letra:
LUZ ANDALUZ
Música: Hélio Ramirez
Letra: Martim César
O PAMPA DELIRA NOS VERSOS DE BORGES
ONDE O TEMPO CIRCULA E O QUE FOI VOLTARÁ
ARTIGAS TRAÍDO CAVALGA AO EXÍLIO
E O BRILHO DE HALLEY SE FAZ LUA NO OLHAR
A CARRETA QUE CRUZA UMA ESTRADA SEM FIM
VÊ O PRIMEIRO AVIÃO NAVEGANDO NO CÉU
UM VISIONÁRIO CONSTRÓI SEU CASTELO NO CAMPO
E NERUDA POVOA DE MAGIA O PAPEL
QUINTANA CAMINHA PELAS RUAS DE UM PORTO
E O GUAÍBA ETERNIZA MAIS UM PÔR-DE-SOL
ATAHUALPA PROFESSA SEU SILÊNCIO PROFUNDO
NOS BARES DO MUNDO ELIS REGINA SOLTA SUA VOZ
GARIBALDI DESCOBRE A CORAGEM DE ANITA
E NAS MISSÕES JESUÍTAS BATE UM SINO OUTRA VEZ
UMA RÁDIO ANUNCIA QUE GARDEL JÁ PARTIU
MAS SEU QUADRO SORRI DESDE “UM VIEJO ALMACEN”
LUZ ANDA LUZ
ESTRELA CADENTE BRILHANDO PRÁ SEMPRE
NAS NOITES DO SUL


















